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Es werden Posts vom Juni, 2011 angezeigt.

POEMA DE AMOR

I

Madrugada quente
de uma noite de Verão
Batas brancas
Gritos
Ansiedade
Dor

O bébé loiro
nasce
Seu corpinho
rosado
É um poema de amor

II

Dorme
bébé loiro
dorme
sonha com anjos
brancos
que caminham sobre pétalas
cantando canções dolentes

Dorme
bébé loiro
dorme
o sono feliz dos inocentes

III

O bébé loiro
sorriu
tornando pequenos
seus grandes olhos verdes
Sua face
ficou rosada
como uma romã
Num último esforço
Pronúnciou pela primeira vez
a palavra — mamã!

Cada àrvore é um milagre

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Á espera do 730

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A JANELA DUM PINTOR

Todos os dias, a caminho do liceu, eu passava por aquela rua, era uma rua como qualquer outra, no entanto um exagerado sossego a caracterizava; era raríssimo por lá passar um carro e mesmo as pessoas eram poucas.
Haviam decorrido cinco anos que eu sucessivamente passava por ela, sem que nada acontecesse de novo, tudo continuava na mesma: as casas com as suas paredes bastante sujas, sem que um prédio novo ou a reparação de algum, viesse contrastar.
Os habitantes eram os mesmos de há anos, agora mais velhos.
Naquela rua tudo era calmo e monótomo e eu gostava dessa serenidade e talvez mesmo dessa insípidez.
Porém, um dia, reparei que no prédio da esquina, de um das janelas, se divisava um quadro, parei por momentos a admirar tão magnífica obra.
Lembrando-me das horas, continuei o meu caminho, contudo os meus pensamentos nesse dia só me falavam do quadro, ou melhor do seu autor. A minha imaginação tão propença a romantismos, próprios dos meus 15 anos, dizia-me que o pintor era jovem, belo e in…
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