Dão-me licença que me apresente?

 
O meu nome é Casimir
 
Faz hoje dez anos que saltei, a altas horas da noite, para a varanda da casa da família Hoffbauer, que acabara de chegar a casa da festa de anos do tio Werner, que festeja o seu aniversário no Dia da Unidade Alemã. 
Esfomeado e ferido nas patinhas, quase não tinha forças para miar.
A porta da varanda estava fechada, e a mãe começou a ver um filme policial com o som alto demais para o meu gosto. Entretanto, a fílha mais nova entra na sala para dar as boas noites e pergunta à mãe se não ouve miar. A mãe estava convencida que os ruídos vinham da TV, mas a filha renitente abre a porta da varanda e encontra-me lá.
Aflita, a mãe manda a filha levar imediatamente o Iago, o periquito, para o quarto do pai.
A seguir a filha pega em mim ao colo e leva-me para a cozinha para me dar um pouco de leite e tratar das minhas patinhas.
Nessa noite já dormi comodamente na cama da filha mais nova.

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