Teresa em Julho, longe da praia...


Teresa lê, no jardim, distraída e branca, alguns jornais, temas como: desporto, economia, o mundo das artes e das letras, evita a política europeia — essa Europa que asfixia muitas das suas legítimas aspirações juvenis, necessita de ar novo, de nova atmosfera. Segundo os astros, os nativos do seu signo deveriam estar sempre de férias.
Ri, um riso brando e calmo.
— Teresa pensa na languidez dos tempos mortos de Verão à mistura com o mar e o sol, a sombra das árvores, o sal das dunas, as marés.
Assafora.
A Casa da Torre ficava dentro do pinhal; para ir à praia tinha que descer a falésia, daí o nome a Praia da Falésia. Nunca soube o verdadeiro nome dessa praia deserta.
Teresa tinha quinze anos quando agarrou o Verão nas mãos como um fruto delicioso.
Um Verão de descoberta do seu corpo de mulher.

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