Trauma


Por volta das 21,30h de quarta-feira (17/10) um indivíduo roubou-me a carteira, dentro da qual se encontrava a carteira com os documentos e o dinheiro, o telemóvel, um romance policial e o meu novo tablet branco.
Jantei em casa da minha filha que chegara há uns dias de Las Vegas.
As embalagens dos inúmeros presentes que trouxe para as filhas estavam espalhadas no chão da sala.
Como sou uma obcecada por separar o lixo para reciclagem, apanhei todas as embagens e meti-as num saco para as deitar no contenedor de papel.
A caminho de casa atravessei o pequeno parque e entrei na rua da piscina, onde se encontra o contenedor.
Ao descartar as embalagens, caem algumas no chão. Abaixo-me para as apanhar e, dou de caras com um homem de cóqueras, cabelo muito bem pentado, e penso que ele me quer ajudar.
Ele puxa pela minha carteira e desata a correr.
Corro atrás dele e quase o apanho, quando duas alemãs impedem a minha perseguição, alegando que corro o perigo de ele me agredir.
Volto ao contenedor onde deito as embalagens ainda espalhadas por terra. 
Tenciono voltar para casa da minha filha, quando uma alemã se aproxima e me comunica que já chamou a polícia.
Ela encontrava-se na varanda a fumar, quando me viu sair do mini parque seguida por um vulto masculino. 
Entretanto chega a polícia. 
Depois de cumprir todas as formalidades, um dos polícias leva-me a casa da minha filha, pelo caminho pergunta-me porque razão estou mascarada de gato. 
Tinha-me esquecido que a Lurée tinha pintado de gato a minha cara. 
Afinal, o indivíduo — do tipo entre Severino Seeger e Rui Sinel — queria ajudar-me a apanhar as embalagens, mas quando viu a minha cara felina, assustou-se e roubou-me a carteira.