políticas de direita


O deputado do PCP Miguel Tiago defendeu ontem à noite, numa publicação na sua página de Facebook, que é preciso “acabar com a política de direita” para conseguir travar o terrorismo. O post, publicado no dia em que morreram em Bruxelas mais de 31 pessoas na sequência de dois atentados, foi entretanto apagado e feito um pedido de “desculpa” pelo mal-entendido.
Numa nova publicação a justificar a polémica, o deputado usa da ironia para pedir “desculpa” àqueles que “presumiram que” não condenava os “atos terroristas e a barbárie ocorridos ontem em Bruxelas”. 
“Para que não restem dúvidas: solidarizo-me com as vítimas e famílias e condeno todos os atos de terrorismo, independentemente do espaço em que ocorrem e da etnia ou credo dos que matam e morrem”, escreve, acrescentando que está a “tentar emendar” o “erro de ter tentado alertar para as causas e responsáveis do terrorismo sem deixar clara a condenação do ato”. 
E acrescenta que, da mesma forma, espera a mesma postura “daqueles que se limitaram a condenar o terrorismo, ilibando os responsáveis e branqueando o papel do capitalismo e do imperialismo”. 
O post inicial deixou de estar visível na página mas declarações do deputado foram citadas ainda ontem à noite pela edição online do semanário Expresso. “Se queremos só fingir que resolvemos para que mais tarde o terrorismo caia mais violento ainda sobre nós, basta agitar as bandeiras do ódio”, lia-se, num pequeno texto onde o deputado relacionava o terrorismo com problemas sociais como o desemprego, a pobreza e a fome, criticando nesse sentido as políticas dos Governos de direita e da União Europeia – “que se tem feito passar por bandeiras da democracia”, dizia.

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